Controle de Caramujos Africanos . . . . . . . . .

O caramujo africano é um animal exóticos que foi introduzido no país na década de 80 e tornou-se uma praga por não haver predador natural que possa controlar a população. Cada indivíduo hermafrodita pode colocar 400 ovos a cada postura, a qual pode ocorrer até cinco vezes ao ano, o que ocasiona grandes infestações, especialmente após períodos de chuva, em que apresentam maior atividade.
A erradicação definitiva dos animais torna-se um grande desafio. No entanto, a fim de controlar a infestação, o Centro de Vigilância em Saúde Ambiental (CVSA, antigo Centro de Controle de Zoonoses - CCZ) monitora as áreas de ocorrência do município, especialmente em períodos após as chuvas. Esse monitoramento é realizado principalmente pelo atendimento de demandas recebidas no SIC-156 ou outros meios de comunicação.
O atendimento de demandas sobre infestação de caramujos envolve orientação a população, catação manual em áreas públicas infestadas e, em último caso, aplicação de produtos químicos em áreas públicas para controlar grandes quantidades de caramujos.

Orientações quanto à catação manual do caramujo africano:
• Realizar catação manual dos caramujos nos quintais de casas sempre com mãos protegidas por luvas ou sacolas plásticas;
• Quebrar as cascas antes da incineração dentro de um balde, com um cabo de madeira de ponta quadrada, evitando que se tornem reservatórios de água para mosquitos e outros organismos;
• Incinerá-los completamente com muito cuidado utilizando um copo de álcool e longe de crianças para se evitar acidentes. De preferência uma única pessoa deve executar o procedimento. Seqüência: utilizar uma lata perfurada com pequenos furos ao fundo cobertos por um pano, visto que os caramujos exudam grande quantidade de água quando incinerados, o que acaba por apagar o fogo;
• Após a queima, dispor o resto no lixo comum;
• Fazer busca diária no terreno para verificar se não há outros locais onde existam mais moluscos.
• Manter a catação local diária e constante num primeiro momento, a qual deve se repetir daí em diante, semanalmente, visto que cada postura dos caramujos pode conter centenas de ovos, que eclodirão em períodos subseqüentes e reinfestarão o ambiente local novamente, sempre que chover, estiver úmido ou nublado;
• Não é recomendado o uso do sal para controle dos caramujos, conforme exposto acima.

Medidas simples podem colaborar na redução da população de animais sinantrópicos, tais como esses moluscos:
• Manter o jardim, quintal e áreas verdes limpos e capinados, descartando resto de obra, entulho, pedras e acúmulo de material orgânico (capim, folhas, galhos, etc), pois são esconderijos ideais para os moluscos;
• Não jogar os caramujos lançando-os em terrenos baldios, na rua ou diretamente no lixo, o que proporcionará um incremento na proliferação desta praga urbana em outros locais;
• Não esmagar os caramujos no local o que promove exposição, apodrecimento de sua carne e acúmulo de moscas, baratas e roedores com conseqüente produção de odor;

Este serviço é atendido pelo 156 online

Este serviço faz parte do 156 da Prefeitura de Vitória, portanto pode ser solicitado das seguintes formas:

  • Online, pelo formulário de solicitações de qualquer computador com internet;
  • Pelo APP Vitória Online, de qualquer smartphone com iOS ou Android conectado à internet e;
  • Pelo telefone, ligando para 156 de qualquer telefone fixo ou celular dentro da cidade de Vitória (custo de uma ligação local).

Aproveite as formas online para fazer sua solicitação de forma mais rápida e confortável.

dúvidas frequentes

O caramujo africano pode transmitir doenças?

Sim, por meio do contato do muco expelido pelos animais contaminados com as mucosas, principalmente dos olhos e da boca.

O caramujo africano pode ser consumido?

O Centro de Vigilância em Saúde Ambiental (CVSA) não recomenda o consumo desses animais, em função do risco de transmissão de zoonoses.

O CVSA realiza catação de caramujos em minha residência?

Não, somente em áreas públicas infestadas ou quando o risco a saúde pública for evidenciado. No caso de residências particulares, a equipe comparece ao local para orientações junto ao proprietário sobre como proceder a catação e destinação dos animais com segurança para a saúde e meio ambiente.